Saúde mental de adolescentes e redes sociais.

A adolescência é, por definição, uma fase de expansão. O adolescente quer ir além, testar limites, ganhar autonomia ,pertencer ,decidir por si. Isso não é rebeldia, é desenvolvimento.

O problema é que a busca por liberdade costuma vir antes da maturidade emocional e da capacidade de assumir todas as consequências das próprias escolhas.

O cérebro ainda está em construção. O controle emocional ainda é fágil. A noção de risco ainda é imatura.

É exatamente aí que entra o adulto.

Não para vigiar cada passo. Não para proibir por medo. Mas para organizar o caminho.

Redes sociais potencializam tudo: a comparação, a exposição, a necessidade de aprovação, a pressa em crescer.

Quando não há limites claros, combinados explícitos e consequências previsíveis, o adolescente fica solto demais para um sistema que não foi feito para protege-lo.

Liberdade sem contorno vira sobrecarga. Autonomia sem responsabilidade vira ansiedade.

O papel da família não é controlar, é sustentar a estrutura. Combinar horários, definir limites, explicar consequências. Manter coerência entre o  que se fala e o que se faz.

Saúde emocional não nasce da ausência de limites. Nasce de limites claros, justos 11e consistentes, que permitem ao adolescente crescer sem se perder

Salve este conteúdo, compartilhe com famílias e educadores. Cuidar da saúde mental hoje é proteger o adulto de amanhã.

Fontes:

• Organização Mundial da Saúde (OMS)
• UNICEF
• Centers for Disease Control and Prevention (CDC – EUA)

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Dra Cynara Bechara Spina
Pediatra | Hematologista
CRM 109.455

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